Justiça, ainda que tardia
O Brasil ainda está ajustando as contas com o maior acidente
radioativo da história do país. Em setembro de 1987, em
Goiânia, um catador encontrou e desmontou um aparelho de
radioterapia, rompendo a cápsula com o Césio 137 que causou
a morte direta de quatro pessoas e a contaminação de milhares.
Após mais de 20 anos, o governo de Goiás concedeu pensão
vitalícia a 199 vítimas do desastre, no valor de R$ 482, não-retroativos.
A medida beneficia tanto servidores públicos que
trabalharam no acidente, quanto policiais militares, bombeiros e funcionários da Vigilância Sanitária. Em maio, foi aprovado
um projeto no Senado que concede pensão mensal vitalícia de
R$ 750 e deve beneficiar 3 mil pessoas, além dos servidores.
Agora, o projeto vai ser encaminhado à Câmara.