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A NOBRE MISSÃO DE TRANSFORMAR
 

 

Acomodação, desistência e frustração são idéias comuns entre
professores diante do crítico panorama da Educação no País, mas alternativas existem e devem ser reconsideradas

 

PO que é Educação para você? Não responda precipitadamente, ou pode cair no mesmo erro de professores que se consideram engajados com o ensino, mas que, diante de dificuldades básicas
e comuns à grande maioria dos educadores no Brasil, fogem de uma postura mais assertiva, cobrando ou gerando mudanças. Isso tem feito com que, na Educação, haja muita teoria, questionamento, mas nenhuma transformação.


Não postulo uma visão extremista. Eu levo em conta a história de uma Educação um tanto recente no Brasil, vilipendiada por várias formas. Então, de que modo exigir autonomia crítica, reflexão, elaboração de raciocínio de um passado que não prezava o homem como construtor de seu destino, autônomo, livre para tomar decisões em meio a uma sociedade nem libertária, nem libertadora? E que posturas os jovens devem tomar diante da Educação que lhes é ministrada em sala de aula? Devem inferir, construir seu saber, devem ser seus próprios agentes transformadores. Perfeito e correto. Porém, cabe um questionamento pertinente: eles sabem que têm essa missão tão nobre? Ou há ainda ruídos que impedem a comunicação? Afinal, os alunos do Sistema Nacional de Ensino mostram-se vítimas de políticas públicas falhas.

 

Não é de hoje que muitos alunos têm motivos para reclamar, indagando por que estudar História, e questionar qual é a utilidade desse estudo em sua vida prática. Passamos aulas explicando, orientando e tendo a esperança de ter ali um sujeito da História, capaz de analisar, refletir e transformar seu futuro. No entanto, essa é uma postura rasa, pois não se leva em conta – ou não se quer levar? – o passado dono dessa e de muitas outras respostas.

 

Todos nós sabemos as dificuldades pretéritas e presentes do nosso País no que se refere à Educação. Mas, apesar de todos os problemas da profissão de professor, existe esperança de mudanças. Abordar novas linguagens para o ensino da História tem sido uma boa alternativa. Entretanto, são requisitos essenciais o comprometimento e a determinação por parte do professor, além de coordenação e direção. Dessa forma, o envolvimento do aluno com a atividade proposta poderá ser maior. Mas, diante do seu contexto sociocultural, apenas uma disciplina agindo em prol de transformações não é o suficiente para atingir grandes metas. Para alcançá-las, o envolvimento mencionado acima deve ser interdisciplinar.

 

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