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APOGEU E QUEDA DOS INCAS
 


O contato com colonizadores e uma violenta guerra civil
puseram fim à maior
das civilizações pré-colombianas

 

Dentre as inúmeras culturas que floresceram no continente latino-americano antes da chegada dos colonizadores europeus, no século 16, a incaica se destaca pela majestade. Estudar os incas e suas características econômicas, científicas e artísticas é essencial para entender e dimensionar a importância das culturas antigas da América na História das civilizações.


O grandioso império inca, o “Império dos Quatro Cantos” ou Tahuantinsuyo (do idioma Quéchua, tradicional desse povo), expandiu-se rapidamente, em pouco mais de um século, por mais de 2 milhões de quilômetros quadrados, chegando a ocupar um território que corresponde hoje à área que vai desde a Colômbia até o Chile e a Argentina, e do litoral do Pacífico até a selva Amazônica. O centro político, econômico, religioso e demográfico era o Peru (veja o quadro“O nascimento dos incas”).


Exímios engenheiros e agricultores, os incas formaram a maior civilização indígena das Américas, governada por imperadores considerados semidivinos. Sua história e legado não só revelam detalhes interessantes de sua cultura, como também servem de exemplo da importância das sociedades pré-colombianas.

 

Intercâmbio cultural
Os arqueólogos acreditam que a tribo dos incas chegou por volta do século 13 à região de Qosqo – ou Cuzco, capital do império localizada a 3.100 metros acima do nível do mar, nos Andes peruanos. Misturouse com outros povos que já estavam ali e deu início a uma civilização que chegou a 16 milhões de habitantes em seu apogeu, pouco antes da chegada do conquistador espanhol Francisco Pizarro e seu grupo.


Os governantes, considerados descendentes dos primeiros incas, casaram-se entre si, praticando o incesto para manter a linhagem
real dos “filhos do Sol”. Foram, no total, 13 líderes, sendo Pachacuti (“reviravolta do mundo”) o nono governante da dinastia, considerado responsável pelo efetivo crescimento do Império. A ele é creditada uma grande reforma da cidade de Cuzco, a expansão do território real, a reforma e construção de estradas e a promoção do culto a Viracocha, a maior divindade do panteão incaico.

 

Pachacuti e os governantes seguintes utilizaram diferentes métodos para conquistar outros povos andinos, como ofertas de aliança, guerras – quando a primeira opção não era aceita – e intercâmbio entre membros das elites. Assim, jovens de outras culturas aliadas iam estudar em Cuzco, e famílias da nobreza incaica iam viver em distantes povoados de aliados do Império. Dessa maneira, os imperadores conseguiram estender seu domínio sobre todos os povos da região e consolidar seu poder.

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