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Como a Argentina se tornou um poderoso aliado de Adolf Hitler
e proveu refúgio para criminosos de guerra após a Segunda Guerra Mundial
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Entre 1º de setembro de 1939 e
2 de setembro de 1945 – período
oficial de duração da Segunda
Guerra Mundial –, a Argentina
atuou como um dos países que
mais apoiou o regime nazista de
Adolf Hitler em território da América
do Sul. Apesar disso, durante os quase seis anos de batalhas, o
país declarou-se neutro no confronto
entre os Aliados – aliança
militar composta principalmente
por Estados Unidos, França, Reino
Unido, Canadá, China e Brasil – e o Eixo – com uma base formada
por Alemanha, Japão e Itália. É preciso enfatizar, porém, que a
atuação da Argentina na Segunda
Guerra foi de fato mascarada.
Embora permanecessem oficialmente neutros durante quase
todo o período, nossos vizinhos
agiram com severa aplicação em
prol da causa nazista. A Argentina
foi o último país do planeta a decretar o fim de suas ligações
com Hitler: somente em janeiro
de 1944 anunciou o rompimento de relações diplomáticas
com o Estado alemão.
Ainda assim, por anos após
o final da guerra, o país continuou
a servir ao Terceiro Reich, e se destacou ao criar operações
estratégicas para a entrada de
criminosos de guerra nazistas
em seu território.
Política hitlerista
Durante a Segunda Guerra
Mundial, a Argentina passava por
uma situação política conturbada.
O ápice desse tumulto socio-político
se desenrolou em 1943, a partir do golpe militar encabeçado
pelo militar Arturo Rawson, no dia 4 de junho de 1943, que
tirou Ramon Castillo do poder. A
manobra foi executada com auxílio
do general Pedro Pablo Ramírez
e da ordem de origem fascista Grupo de Oficiais Unidos (GOU).
Rawson chegou a sentar na cadeira
de presidente, mas seu cargo
logo foi ocupado por Ramírez, um de seus aliados no levante.
A partir daí, a Argentina iniciou
um processo de luta contra
quaisquer manifestações que
tra considerasse de cunho "comunista”,
como forma de apoio às, idéias encabeçadas pelo führer,
que, como mais tarde seria descoberto,
incluíam a expansão do território nazista na América do
Sul, anexando os países ao governo
da Alemanha. A manobra estratégica
(e sinistra) também envolvia
a conquista do Brasil.
Perón e a conexão nazista
Até 1944, o governo da Argentina
se dedicou ao auxílio das
forças alemãs no teatro de guerra
europeu por meio de operações
secretas. Já que havia se comprometido
a adotar posição militar neutra, o governo populista de
Ramirez movimentou-se nos bastidores
do conflito global.
Dessa forma, o país conseguiu desempenhar um papel tático crucial
no teatro de guerra ao prover
aos nazistas os suprimentos necessários para a manutenção
de suas forças armadas. Esses
suprimentos eram enviados para
a Europa por intermédio de embarcações camufladas, para
não despertar a atenção das forças
aliadas. |