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ARQUITETURA DA TUBERCULOSE
 

Recém-restaurado, o complexo do sanatório Vicentina Aranha, em São José dos Campos, SP, é uma edificação histórica que preserva a memória das estações de cura

 

No início do século 20, a tuberculose era a doença de maior peso nos obituários do estado de São Paulo, à frente de outras moléstias não menos fatais como varíola, tifo e febre amarela. Com a descentralização do atendimento à saúde para além das fronteiras paulistanas, implantada desde o último quarto do século 19, muitas cidades servidas pelas ferrovias convertiam-se em espaços destinados à segregação e ao asilamento dos infectados por essa doença.

 

Nessa esteira, a cidade de São José dos Campos, alardeada como tonificadora e restauradora dos tuberculosos, mas sem estrutura adequada para ser uma estação de cura, ganhou, há 90 anos, um monumental sanatório: o Vicentina Aranha.


A construção desse hospital para o tratamento de tuberculosos pulmonares foi subvencionada pelos cofres públicos e por doações particulares, sob responsabilidade da irmandade da Santa Casa de São Paulo. Ele foi projetado pelo renomado arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo, chefe da comissão de obras da instituição, nas primeiras décadas do século 20. Ramos de Azevedo assinou outras obras famosas, como o Teatro Municipal de São Paulo e a colônia correcional do Porto das Almas, na ilha Anchieta, em Ubatuba, SP.


O complexo sanatorial teve o nome inspirado numa das representantes da alta sociedade paulistana, Vicentina Aranha. Como outras autoridades públicas e sanitárias, ela se preocupava com a aproximação acelerada da tuberculose. Descendente do clã do brigadeiro Luís Antonio, Vicentina consolidou sua condição de dama da alta sociedade paulistana ao se casar com o influente político e banqueiro Olavo Egídio Aranha.

 

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