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Quando
uma pirâmide de vidro foi instalada bem na entrada do
palácio que abriga o Louvre, a reação
pública foi de indignação. Hoje a pirâmide
não apenas conseguiu se fundir ao museu, mas tornou-se
um ícone. Não é por menos. Um dos aspectos
mais fascinantes do Museu do Louvre é a diversidade
e a abrangência históricas de suas coleções.
São mais de 6000 pinturas européias, do final
do século XIII à metade do século XIX.
Entre elas, a campeã mundial de visitação:
"Monalisa", de Leonardo da Vinci. Sozinha, ela atrai
cerca de 5 milhões de visitantes todos os anos.
O
departamento de Artes Gráficas conta com 13.000 itens,
sendo um dos mais antigos do mundo. Entre os desenhos mais
importantes encontramos "Cristo Morto", de Michelangelo,
e "Retrato de Erasmo", de Albrecht Dürer.
Aproveitando o ambiente de palácio, temos também
o departamento de Objetos de Arte, onde podemos visitar o
Grande Salão Napoleão III - sobrinho do notório
Napoleão I - na Ala Richelieu. Na Galeria de Apoio
encontramos as jóias da Coroa da França. Outros
objetos incluem tapeçarias, marfins, peças de
ourivesaria, jóias, objetos de vidro e porcelana do
final da Antiguidade até a primeira metade do século
XIX. Entre as tapeçarias, merecem destaque o conjunto
das 12 "Caças de Maximiliano" (1531-1533)
e os objetos da Idade Média.
Se quisermos voltar mais ainda no tempo, chegando ao ano de
4 000 a.C., é só dar um pulinho até o
departamento de Antiguidades Egípcias. Impressionam
o "Retrato fúnebre de uma jovem mulher",
que data do final do reino de Trajano, século 11 a.C.,
e a estátua "Escriba sentado", de 2 600 a
2 400 a.C. Isso sem falar nos sarcófagos, múmias
e esfinges.
A sensação que temos, ao passear pelo Louvre,
é de mergulhar fundo em outra era. O palácio
foi construído no século XIII, e desde o século
XV ele vem servindo de abrigo para grandes tesouros da humanidade.
Em 1793, tornou-se a primeira galeria pública da França.
Hoje, é o maior museu do mundo.
Mantendo a tradição de constantes inovações
e melhorias, a última novidade do Louvre é que
a Salle des États, a nova moradia da "Monalisa",
acaba de ser aberta ao público. Agora a obra-prima
de Leonardo da Vinci tem como vizinha de frente "As Bodas
de Caná", de Paolo Caliari. As paredes laterais
da sala são ocupadas por outras 50 pinturas do século
XVI.
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