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"...
o cemitério é onde os mortos dormem, aonde
eu vou sepultar-me um dia, o mundo fica para quem tem
sorte, eu vou morar lá na terra fria."
Canto
popular da região Nordeste |
O
estudo do meio no Cemitério da Consolação-SP
esteve inserido em um contexto mais amplo, qual seja, no projeto
intitulado "Viver e Morrer na Antiguidade e na Modernidade".
A gênese deste deu-se nas aulas de história,
dada a intensa e dinâmica participação
dos alunos nas questões relacionadas à vida
e especialmente à morte nos povos da Antiguidade Oriental
e da Modernidade Ocidental.
O
projeto foi desenvolvido pelos alunos e parte do quadro de
professores da 7ª série, do Ensino Fundamental
II, de uma instituição de ensino privada, localizada
no município de Osasco-SP.
Com caráter interdisciplinar, houve o envolvimento
das disciplinas de matemática, geografia, filosofia,
artes e língua portuguesa; contou ainda com o apoio
da equipe de coordenação pedagógica e
alguns pais de alunos.
No Cemitério da Consolação, os alunos
e professores foram acolhidos pelo monitor popularmente conhecido
como "Popó", um dos representantes do projeto
Arte Tumular, do serviço funerário municipal
de São Paulo.
Durante o trajeto percorrido, o monitor foi apresentando os
principais túmulos e os seus respectivos representantes
(barões do café, artistas, intelectuais, políticos,
figuras públicas que viraram logradouros).
Os alunos constataram que há um número significativo
de túmulos ornados por trabalhos de grandes escultores,
como Victor Brecheret, Francisco Leopoldo e Silva, Bruno Giorgi,
entre outros. Esses túmulos chamaram-lhes à
atenção devido à opulência e profusa
quantidade de granito, mármore de Carrara e bronze,
apontando para a antiga prosperidade da agricultura e da indústria
do fim do século XIX e início do século
XX.
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