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Alunos da oitava série desvendam o que
há
por trás dos principais marcos da cidade
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A
cidade de São Paulo é atualmente uma grande
metrópole que se orgulha de comportar o que há
de mais moderno. É a cidade cosmopolita que abriga
o “mundo” em seus diversos bairros. Importante
centro econômico do país, exibe agitada e variada
vida cultural. São Paulo é também a cidade
da multidão, dos milhões que se cruzam nas grandes
avenidas mas que raramente se encontram.
O crescimento dessa cidade, motivado inicialmente pela riqueza
do café, foi acompanhado e alimentado pela idéia
de constante progresso.
Nesse movimento, o que interessava era o futuro, e o passado
foi ficando para trás. São Paulo cresceu engolindo
a si mesma.
A região do centro da cidade, espaço primeiro
de seu desenvolvimento, que no final do século XIX
e início do XX ostentava os símbolos da riqueza
e do poder gerados pelo café perdeu seu significado
original. O cenário do poder econômico e cultural
se deslocou para outras regiões, formando novos centros
como a avenida Paulista e mais recentemente a região
da Berrini, que trazem as novas representações
do moderno.
A lógica que marcou o crescimento acelerado e caótico
da metrópole relaciona-se com a lógica da modernização,
conforme apresentada por Marshal Berman em seu livro Tudo
que é Sólido Desmancha no Ar:
“O turbilhão da vida moderna tem sido alimentado
por muitas fontes (...) No século XX, os processos
sociais que dão vida a esse turbilhão, mantendo-o
num perpétuo estado de vir-a-ser, vêm a chamar-se
“modernização”.
É com essas questões em mente que há
três anos realizo visitas ao centro tradicional de São
Paulo com alunos da oitava série do ensino fundamental.
Mais do que mostrar aos estudantes alguns dos pontos turísticos
e culturais de São Paulo, os passeios têm como
objetivo despertar a reflexão
sobre a história da cidade e seu desenvolvimento, sobre
relações dos indivíduos com o espaço.
A nossa jornada se inicia no chamado “Centro Velho”,
o núcleo inicial da cidade. Ao visitar lugares como
o Patio do Colégio, o Solar da Marquesa, as igrejas
de São Bento e São Francisco, os alunos são
estimulados a imaginar como era a cidade em sua origem, a
relacionar a arquitetura desses lugares com um modo de vida
diferente do que eles conhecem e que foi se transformando
com o passar do tempo. Eis o desafio, entender São
Paulo sem seus arranha-céus.
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