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Essa palavra de ordem tornou-se histórica nas mobilizações por conquistas trabalhistas. Conheça esse movimento e suas repercusões no país


 

O movimento operário nasceu no Brasil entre o final do século XIX e início do século XX. Apesar de um relativo atraso no processo de industrialização do país, que ganhou impulso somente após 1850, com a extinção do tráfico negreiro e a liberação dos recursos financeiros para outras atividades econômicas, por volta de 1881 o Brasil já contava com cerca de 200 indústrias. Em 1889 eram 600 as indústrias no país, e no início do século XX mais de 300 mil pessoas estavam direta ou indiretamente envolvidas com a produção industrial no Brasil. A maioria dos trabalhadores industriais nessa época era composta de imigrantes europeus.


Os italianos, que formavam a maioria dos imigrantes, ao lado de espanhóis e alemães, por terem fugido do processo de concentração fundiária iniciado na Itália após sua unificação, já estavam acostumados com os conceitos de luta de classes
e sindicalismo. Na São Paulo de 1900, cerca de 90% dos operários eram imigrantes, sendo que apenas entre 1894 e 1903 entraram no Brasil mais de 1,5 milhão de imigrantes, chegando a superar a população de brasileiros na própria capital paulista e em diversas outras cidades.

Apesar do Rio de Janeiro ser o principal centro industrial do país até a primeira década do século XX, já nas décadas de 1920 e 1930 São Paulo assumiu essa posição, em grande parte graças aos recursos obtidos com a cafeicultura, principal atividade econômica do Brasil na época.


Após a Primeira Guerra Mundial, o processo de industrialização do país acelerou-se, sendo que, das cerca de 15 000 indústrias que existiam no país na década de 1920, aproximadamente 6 000 haviam sido instaladas durante a guerra para suprir nossa demanda por produtos industrializados, na chamada “substituição de importações”.


Em sua maioria eram indústrias do setor têxtil e alimentício.

O ano de 1906 foi de fundamental importância para o movimento operário nacional, pois, apesar de já em 1892 o Brasil ter realizado seu primeiro Congresso Socialista, no Rio de Janeiro, com cerca de 400 pessoas, foi somente nesse ano que ocorreu o primeiro Congresso Operário Brasileiro, e fundada a COB (Confederação Operária Brasileira).

Nessa época também começaram a surgir no Brasil as primeiras publicações do movimento operário, destacando- se O Proletário, O Anarquista, O Brado dos Pobres, La Bataglia, Revolução Social, A Voz do Trabalhador, A Plebe, O Progresso,
entre outros, sendo que alguns eram publicados em italiano, espanhol ou alemão.

 

 

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