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O
Museu da República, no Rio de Janeiro, mantém
documentos,
obras de arte e mobiliário que
contam
a história política do
país
na velha capital federal
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O
presidente Getúlio Vargas suicidou-se
no dia 24 de agosto de 1954 em seu quarto, no terceiro andar
do Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. Foi um dos
momentos mais dramáticos da história política
brasileira, e o cenário que se via naquela data fatídica
ainda está bem preservado: os móveis do quarto
estão lá, assim como um Colt calibre 32 (a arma
utilizada pelo presidente para cometer seu último ato)
e a blusa do pijama que o presidente usava. O Museu da República,
instalado no prédio do antigo palácio presidencial
em 1960, guarda essas relíquias, assim como os pertences,
os documentos oficiais e muitas imagens dos governantes republicanos
que antecederam Vargas desde Deodoro da Fonseca.
Há poucos museus históricos com um acervo tão
representantivo no Brasil. O acervo está organizado
em três áreas: museológico, arquivo histórico
e biblioteca. Lá fica o Centro de Referência
da República, que dispõe de uma biblioteca com
cerca de dez mil livros. A fundação, o desenvolvimento
e o fortalecimento do modelo republicano brasileiro, assim
como suas crises e retrocessos, se exibem em
todo o conteúdo oferecido pelo museu. Cada uma das
salas do palácio tem história, pois nelas foram
fechados acordos, tomadas grandes decisões. Tramou-se
muito, também, naquele lugar. O clima do prédio
é envolvente e tudo que se vê é autêntico.
Um facho de luz entra pela ampla janela do quarto de Vargas
e cria um ambiente tranqüilo e misterioso.
A sede do governo é o Palácio do Planalto, em
Brasília, há menos de 50 anos. Já o Catete
foi local de trabalho dos presidentes por mais de seis décadas.
O palácio demorou seis anos para ser construído.
O projeto é do arquiteto alemão Gustav Waehneldt
e foi encomendado por Antonio Clemente Pinto, o barão
de Nova Friburgo, possivelmente o homem mais rico do Brasil
na época. Em 1897, a sede do governo foi transferida
para lá. Naquele prédio neoclássico,
de estrutura sólida e salões suntuosos, 16 presidentes
dirigiram o País.
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